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I Met God she’s Green

Um blog de Joana Seixas e Brandão, sobre tudo o que podemos fazer para tornar as nossas vidas mais sustentáveis e mais felizes!

I Met God she’s Green

A Ana que descobriu o “Desperdício Zero” - Pessoas que nos Inspiram

06.05.19 | Joana

 Antes de conhecer a Ana Milhazes pessoalmente, já seguia atentamente o blog e o instagram dela, mas foi a correr, num evento, que nos conhecemos e que falei com ela pela primeira vez. Parece um contra senso, tendo em conta que o blog se chama Ana, Go Slowly, mas mesmo a “correr” contra o tempo, conseguimos encontrar muitos pontos de encontro e fiquei logo inspirada com o exemplo dela. A verdade é que algumas pessoas em comum me diziam, tens de conhecer a Ana, vais adorar o que ela faz, tem tudo a ver contigo. E estavam certos, adorei a persistência, a simplicidade e o espírito livre com que me falou do que faz no dia a dia para estar cada vez mais perto do “Desperdício Zero”. Espero que gostem ;) 

 

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JOSÉ COELHO/LUSA

Se eu assim de repente te perguntasse: Quem és tu? O que é que te vinha logo à cabeça para te apresentares?

Sou uma eterna insatisfeita com vontade de tornar o mundo um lugar melhor!

 

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Tiago Martins

Como surgiu o Anagoslowly? Quais foram as principais motivações para começares esta partilha?

O meu blog “Ana, Go Slowly” surgiu no final de 2012, depois de ter estado um ano a viver de forma mais simples e minimalista. Em 2011 decidi que precisava de mudar algo na minha vida, pois apesar de ter tudo o que supostamente nos dizem que devemos ter para sermos felizes, não me sentia feliz! Sentia que os dias passavam a correr e que eram todos iguais. Resolvi começar a procurar informação sobre como poderia de alguma forma simplificar a minha vida. Descobri um estilo de vida chamado “Minimalismo” num blog americano e percebi que os minimalistas eram de facto pessoas mais felizes. A proposta parecia simples: identificar o que seria essencial e eliminar tudo resto. Comecei pela roupa e pelos sapatos (pois tinha imensa coisa) e passei para outras áreas da minha casa. Este estilo de vida acabou por alastrar-se a tudo o resto, afastei-me de pessoas que já nada acrescentavam à minha vida, recusei compromissos que não me faziam feliz e passei a dizer “sim” apenas àquilo que queria que efectivamente fizesse parte da minha vida. Sempre tive um diário e nunca escrevi tanto como nessa altura, pois de facto sentia-me muito feliz com todas as mudanças que estava a fazer. Daí surgiu a ideia de criar o meu blog, onde queria partilhar mais sobre este estilo de vida, pois percebi que na altura não se falava do assunto em Portugal. Escolher o nome foi fácil! Inspirei-me no budista Thich Nhat Hanh e na sua frase “Smile, breathe and go slowly”, pois eu precisava mesmo de abrandar. Sempre gostei de ser muito produtiva, de fazer várias coisas ao mesmo tempo e de fazer tudo a correr. No fundo, queria que o blog funcionasse como uma espécie de lembrança para viver mais devagar.

 

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JOSÉ COELHO/LUSA

Como é que começou a tua rotina zero waste?

Começou no início de 2016, quando olhei para o meu caixote do lixo e pensei que tinha mesmo que fazer alguma coisa! Reciclar não poderia ser a solução, pois gasta ainda assim imensos recursos. Comecei a pesquisar informação sobre o assunto e descobri o blog “Zero Waste Home” da Bea Johnson e também o livro com o mesmo nome. Resolvi seguir todas as dicas do livro e aos poucos tudo aquilo que ia acabando ou se ia estragando, fui substituindo por alternativas mais sustentáveis. Também comecei a comprar muita coisa em segunda mão. De alguma forma, também fiquei um pouco aliviada por perceber que nos últimos anos já fazia menos lixo do que a maioria das pessoas, pois devido ao meu estilo de vida minimalista, havia uma enorme recusa ao consumo.

 

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Ana Milhazes

 

Quais as tuas rotinas ou o que fazes para tentar encontrar o equilíbrio num mundo em que o ritmo é cada vez mais acelerado e nos é exigido cada vez mais tarefas?

No meu caso, para encontrar o equilíbrio, tive mesmo que me despedir. Já não conseguia manter o estilo de vida que tinha antes e como acabei por ficar doente, percebi que era mesmo altura de parar e mudar de vida. Passei a dar exclusivamente aulas de yoga e a fazer palestras na área da sustentabilidade.

Ainda assim, em qualquer estilo de vida que tenhamos é possível sentirmos ansiedade e termos demasiadas tarefas para fazer. É sempre necessário cuidarmos de nós e percebermos o que nos faz falta na nossa vida e se é de facto assim que queremos viver. Não dispenso a minha rotina de yoga e meditação e o contacto com a natureza. Para mim fazem mesmo milagres! A alimentação saudável também é fundamental. E nos dias de hoje é cada vez mais importante sabermos desligar-nos das redes sociais. Não temos que estar sempre online, nem sempre disponíveis. O mundo lá fora espera. Primeiro, temos mesmo que cuidar de nós.

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Tiago Martins

O que fazes, tentas ou gostavas de fazer para contribuir para um mundo mais sustentável?

Todos os dias tento fazer alguma coisa, seja recusar o planfleto que me querem dar na rua, a palhinha no café ou qualquer outra coisa que me queiram oferecer e eu não precise. Como costumo dizer acabo por estar sempre a passar a palavra, em todo o lado onde vou, pois uso o meu kit zero waste (garrafa, talheres, sacos de compras) e explico porque não utilizo plástico descartável.

 

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JOSÉ COELHO/LUSA

 

Sem limites à imaginação como seria o teu mundo ideal amanhã?

Seria um mundo onde todos viveríamos em profunda sintonia com a natureza, sem a prejudicar de nenhuma forma. Isto implicaria obrigatoriamente que vivessemos mais devagar (ao ritmo da natureza) e também em sintonia uns com os outros.

 

Três coisas positivas sobre o mundo que te alegrem e dêem esperança.

Todas as pessoas e movimentos que têm surgido em torno da temática da sustentabilidade; as notícias que têm saído todos os dias sobre a problemática do plástico e todas as pessoas que estão nas minhas palestras e workshops (incluindo alunos das escolas onde tenho ido) e que mostram que querem efectivamente mudar e fazer parte da solução em direcção a um mundo melhor.

 

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